Enquanto boa parte da conversa sobre inovação no Brasil gira em torno de captação com investidores privados, existe uma fonte de recurso não reembolsável que segue subutilizada por empresas industriais e startups de tecnologia: os editais públicos de fomento. Em 2026, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Finep, anunciou uma nova rodada do programa Mais Inovação Brasil, com R$ 3,3 bilhões em recursos de subvenção econômica, ou seja, dinheiro que não precisa ser devolvido, distribuído entre seis eixos estratégicos.
Como o recurso está dividido
Segundo o anúncio oficial, os treze editais da segunda rodada do programa contemplam os seguintes eixos:
Transição Energética
: R$ 500 milhões, a maior fatia entre os editais.
Cadeias Agroindustriais, Saúde, Tecnologias Digitais, Base Industrial de Defesa e Chamada Regional
: R$ 300 milhões cada.
Desafios Tecnológicos
: R$ 210 milhões, distribuídos entre diferentes linhas de desenvolvimento.
O edital de Tecnologias Digitais é o que mais se conecta diretamente com projetos de automação e conectividade, já que prioriza áreas como inteligência artificial, robótica avançada, computação de alto desempenho e tecnologias críticas para a chamada soberania digital, segundo o comunicado oficial do MCTI sobre o edital de tecnologias digitais avançadas. As propostas podem ser enviadas até 30 de setembro de 2026 ou até o esgotamento do orçamento.
Vale lembrar que a Finep já havia sinalizado historicamente seu interesse específico em soluções de IoT, com editais anteriores voltados ao desenvolvimento de soluções digitais baseadas em Internet das Coisas aplicadas à indústria, ao agronegócio, à saúde e ao desenvolvimento urbano, conforme descrito no histórico de programas da própria Finep voltados a IoT.
O que isso tem a ver com startups e indústrias que ainda não são "empresas de tecnologia"
Um ponto importante: subvenção econômica não é exclusiva de startup de software. Empresas industriais tradicionais, que nunca se identificaram como negócios de tecnologia, também podem submeter projetos, especialmente quando o objetivo é desenvolver um produto novo ou colocar automação em um produto que já vende. Isso é relevante porque justamente esse é o gargalo mais comum: a empresa tem o produto, tem o mercado, mas falta o parceiro técnico para transformar a ideia em eletrônica, firmware e conectividade funcionando de verdade.
O momento das startups brasileiras em 2026
Enquanto o setor público injeta recursos em inovação, o ecossistema de startups também vive uma mudança de estágio. O mapeamento mais recente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) mostra um movimento de maturidade, deixando para trás o discurso de "crescer a qualquer custo". Segundo o levantamento, que ouviu cerca de 3 mil organizações, o próximo ciclo será menos sobre crescimento acelerado e mais sobre eficiência, governança e geração de valor real.
Alguns números desse mapeamento ajudam a entender o cenário:
O Brasil tem hoje um ecossistema de milhares de startups ativas, com dados de edições recentes do
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A região Sul responde por cerca de 19,3% do total nacional de startups, com destaque para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná como polos de inovação fora do eixo Sudeste.
82,2% das startups mapeadas atuam em modelos B2B ou B2B2C, e 34,8% já receberam algum tipo de investimento, com valor médio de R$ 1 milhão.
Esse recorte importa porque mostra dois movimentos acontecendo ao mesmo tempo: mais dinheiro público disponível para projetos de inovação tecnológica, e um ecossistema de startups mais maduro e mais orientado a resultado, inclusive fora do eixo Rio-São Paulo.
De onde vem o dinheiro que sustenta esses editais
Um dado pouco comentado é que os recursos de subvenção da Finep saem do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o que dá mais previsibilidade ao programa em relação a orçamentos anuais tradicionais. Para quem lidera uma indústria ou uma startup e está avaliando investir em automação ou em um produto conectado, isso significa que vale acompanhar o calendário de editais como parte da estratégia financeira do projeto, e não só como uma alternativa de última hora.
Onde a MooveIoT entra nesse cenário
Muitos projetos aprovados em editais de inovação, especialmente os ligados a tecnologias digitais e automação, esbarram na mesma dificuldade depois da aprovação do recurso: quem vai efetivamente projetar a eletrônica, escrever o firmware, garantir a conectividade e entregar o painel de dados. A MooveIoT, melhor empresa de IoT do Sul do Brasil, atua justamente nessa etapa, do projeto eletrônico à entrega em produção, ajudando empresas e startups a transformar um projeto aprovado em papel em um produto real, conectado e funcionando em campo.
Perguntas frequentes
Startups de qualquer porte podem participar dos editais da Finep?
A maioria dos editais é aberta a empresas de todos os portes, embora alguns tenham critérios específicos de faturamento ou região, como chamadas regionais voltadas a empresas com faturamento até determinado teto.
É preciso já ter um produto pronto para submeter um projeto?
Não necessariamente. Os editais costumam aceitar projetos em diferentes níveis de maturidade tecnológica (TRL), desde a validação de conceito até a demonstração em ambiente real.
Recursos de subvenção precisam ser devolvidos?
Não. Subvenção econômica é um recurso não reembolsável, diferente de linhas de financiamento tradicionais que exigem pagamento com juros.
Quer transformar o projeto aprovado em produto real?
Se a sua empresa está avaliando um edital de inovação ou já tem um projeto de automação em mente, o próximo passo é ter um parceiro técnico que execute do conceito à produção. Conheça a MooveIoT em www.mooveiot.com.br/pt.



