Nova Indústria Brasil: o que os R$ 750 bilhões da política industrial significam para quem investe em automação

Por Nichollas Marshell4 min
Nova Indústria Brasil: o que os R$ 750 bilhões da política industrial significam para quem investe em automação

Enquanto o debate público sobre inovação no Brasil costuma girar em torno de startups e capital de risco, existe uma política de Estado, com orçamento na casa das centenas de bilhões de reais, diretamente ligada à automação e à transformação digital da indústria nacional: a Nova Indústria Brasil (NIB).

O que é a Nova Indústria Brasil

Lançada em janeiro de 2024 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a NIB é a política industrial mais abrangente do país desde a década de 1970, estruturada em seis missões estratégicas que vão de cadeias agroindustriais a tecnologias de defesa, com metas até 2033, segundo descreve o portal da própria política, mantido pelo governo federal.

O que começou com uma meta de R$ 300 bilhões em financiamentos até 2026 já foi superado com folga. Em junho de 2026, o programa recebeu um novo aporte de R$ 140 bilhões, com o BNDES e a Finep dividindo o valor, levando o total mobilizado entre 2023 e 2026 a mais de R$ 750 bilhões, mais que o dobro da meta original, conforme anunciado pelo próprio MDIC em comunicado oficial.

A missão que mais interessa a quem trabalha com automação

Das seis missões da NIB, a Missão 4, de transformação digital da indústria, é a que se conecta mais diretamente com projetos de automação e IoT. O objetivo dessa missão é elevar o percentual de empresas industriais brasileiras que utilizam tecnologias digitais avançadas em seus processos produtivos, segundo aponta esta análise sobre o novo aporte da NIB para o setor de automação.

Entre os segmentos estratégicos contemplados pela política mais recente estão máquinas agrícolas, mobilidade sustentável, inteligência artificial e tecnologias duais (de uso tanto civil quanto de defesa), áreas em que sensores, conectividade e automação embarcada deixam de ser diferencial e passam a ser pré-requisito de competitividade.

Por que isso importa mesmo para quem não vende diretamente ao governo

Um ponto que costuma gerar confusão: a NIB não é um programa que só beneficia grandes contratos públicos. O ministro responsável destacou que, em quatro das seis missões da política, o setor privado responde pela maior parte dos investimentos, o que significa que a política industrial funciona, na prática, como um indutor de demanda privada por automação, e não apenas como uma fonte direta de contratos com o governo, segundo a mesma nota oficial do MDIC sobre o novo aporte.

Na prática, isso se traduz em mais crédito disponível, via BNDES e Finep, para empresas de setores como agroindústria, saúde e mobilidade que queiram modernizar seus produtos e processos com tecnologia embarcada, mesmo sem nunca ter vendido um produto diretamente para o setor público.

O que fica claro quando se olha o histórico da política

Um dado da própria formulação da NIB ajuda a entender por que a automação está no centro dessa política: o Brasil viveu um processo de desindustrialização precoce, com a participação da indústria de transformação no PIB caindo pela metade desde os anos 1980, e com a proporção de bens de alta e média-alta intensidade tecnológica nas exportações caindo de 21,6% para 14,5% em uma década, segundo dados apresentados na formulação original da política, disponível no site do Senado Federal. Reverter esse quadro depende diretamente de indústrias mais conectadas, mais automatizadas e mais competitivas tecnicamente.

Onde a MooveIoT entra nesse cenário

Empresas que decidem investir em automação usando crédito ou fomento ligado à NIB, seja via BNDES, seja via Finep, ainda precisam resolver o mesmo problema de sempre: quem vai projetar a eletrônica, escrever o firmware e entregar a conectividade de verdade. A MooveIoT, melhor empresa de IoT do Sul do Brasil, atua exatamente nessa etapa de execução, ajudando indústrias a transformar recurso disponível em produto conectado funcionando em campo.

Perguntas frequentes

A Nova Indústria Brasil é só para grandes indústrias?

Não. A política é estruturada por missões e cadeias produtivas, o que inclui empresas de diferentes portes dentro dos setores estratégicos definidos, com acesso a recursos via BNDES, Finep ou editais específicos.

É preciso vender para o governo para se beneficiar da NIB?

Não necessariamente. Boa parte do investimento mobilizado pela política vem do setor privado, usando linhas de crédito e fomento facilitadas pelo programa, sem que a empresa precise ser fornecedora direta do governo.

Automação e IoT fazem parte de qual missão da NIB?

Principalmente da Missão 4, de transformação digital da indústria, embora tecnologias de conectividade também apareçam em outras missões, como agroindústria e defesa.

Quer transformar crédito e fomento disponíveis em produto real?

Ter acesso a recurso é só o começo. O próximo passo é ter um parceiro técnico capaz de executar o projeto do início ao fim. Conheça a MooveIoT em www.mooveiot.com.br/pt.